A abertura do XI Encontro Acadêmico de Propriedade Intelectual, Inovação e Desenvolvimento (ENAPID) aconteceu no dia 3 de setembro, no Instituto Militar de Engenharia (IME), no Rio de Janeiro. O presidente do INPI, Cláudio Vilar Furtado, anunciou a adesão do INPI ao IP MarketPlace, plataforma para compra, venda e licenciamento de direitos de PI, mantida pelo Escritório Dinamarquês de Patentes e Marcas (DKPTO).

O embaixador da Dinamarca no Brasil, Nicolai Prytz, destacou a parceria do DKPTO com o INPI, como parte dos esforços do Instituto brasileiro para ampliar seu papel de incentivador da inovação por meio da proteção da PI.

O diretor regional da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), José Graça Aranha, pontuou que o Brasil deve seguir o exemplo de países que investiram em infraestrutura para que empresas tecnológicas pudessem se desenvolver com uso da PI.

Para o País tirar maior proveito do sistema de propriedade industrial, é preciso que as instituições ampliem o conhecimento sobre as inovações desenvolvidas por outros atores, como mencionou José Ricardo Cereja, coordenador da Diretoria de Inovação Tecnológica da Universidade Federal do Estado Rio de Janeiro (UNIRIO).

Já o coronel Marcelo Pacheco, do IME, destacou o trabalho da agência de inovação do Exército e a de o IME sediar o ENAPID em 2019.

Inovação aberta

Hudson Mendonça, da Finep, ministrou a palestra “Inovação aberta 2.0 – novos caminhos para a gestão da inovação”. Ele apresentou a relação entre empresas grandes e tradicionais (vistas como dinossauros do mercado) e as startups(consideradas unicórnios, por serem pequenas, ágeis e raras – apesar de hoje não serem tão raras assim).  Esperava-se um embate concorrencial entre elas, mas o que se verificou foi um movimento de cooperação por meio de estratégias de inovação aberta.

Três macrotendências dessas empresas foram indicadas por Mendonça. Uma delas é o modelo de plataforma, em que a companhia não produz, e sim gerencia o encontro e as transações entre para as partes interessadas, como fazem Uber, AirBnb e Amazon com seu marketplace.

A segunda macrotendência é o corporate venture, ou kit de ferramentas de inovação para cooperar com outras empresas. O uso de coworking, serviços de apoio, aceleradoras e incubadoras, investimentos e spin-offs são alguns exemplos.

Por fim, a terceira macrotendência é formação de ecossistemas de inovação, uma mesma região que concentra atores ligados a atividades inventivas, como empreendedores, financiadores, governo, universidades e empresas.

PI como fomento à inovação

A primeira sessão plenária do dia abordou as iniciativas do INPI para aumentar a eficiência de seus serviços e, com isso, melhorar o ambiente de inovação no Brasil. A diretora de Patentes, Liane Lage, apresentou o Plano de Combate ao Backlog, que objetiva reduzir em 80%, nos próximos dois anos, a fila de pedidos de patentes pendentes de decisão.

Liane também mencionou os processos prioritários de exame de pedidos de patentes e o registro de programa de computador, considerado a “menina dos olhos” da Diretoria, por ter reduzido o tempo de espera com base na automação de processos, conseguindo hoje entregar certificados em sete dias.

Os resultados da área de marcas foram apresentados pelo diretor André Balloussier, que destacou a adesão do Brasil ao Protocolo de Madri, após os esforços do Instituto que levaram à redução do tempo de resposta aos pedidos.

Felipe Augusto Oliveira, coordenador-geral de Disseminação para a Inovação do INPI, mostrou o trabalho de incentivo ao uso da PI no País. De 2000 a 2018, os depósitos de residentes aumentaram 57% em patentes de invenção e 38% em desenhos industriais. Na área de marcas, os pedidos cresceram duas vezes e em programa de computador, em três vezes. Para intensificar esses resultados, Oliveira afirmou que o INPI está se integrando aos clusters nacionais de inovação.

Encerrando a programação do dia, a plenária “PI, geração de negócios e ecossistemas de inovação” abordou detalhes do IP MarketPlace com Kirsten Skott, do DKPTO; sistemas de inovação com José Aranha, da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec); e investimentos em inovação com Caio Ramalho, da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

 

fonte: http://www.inpi.gov.br/noticias/primeiro-dia-de-enapid-destaca-estrategias-de-inovacao-aberta

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